sábado, 28 de abril de 2012

Não!

Não!
Não jogarei o bote!
Afundaremos os dois, felizes, plenos, artísticos
num mar de poesia.
                               ..
                                  ..
                                       ..

Morte vida: Carolina

Morte vida: Carolina

                                                                    Ao homem que passa, ao olhar que fica

Inexorável!

Toda vida acaba em morte
Todo amor em saudade.
Se não era amor... era senão “Daty”!

“minha vida” vida trouxe
“meu sonho” despertou

A vida começa agora...
...mas a vida se acabou...

Se sonho se vida, quem pode mo dizer?!
Se vivo e morro... tentes responder!

O maior dos amores por ti não senti
A intensidade de amar contudo vivi
A eternidade do amor não foi presente
Somente breve instante intensamente

O infinito pouco durou
  
     Mas, infinito...

                              ...

                                  ... ficou.


Interpretação do Silêncio

Interpretação do Silêncio
                                                                                                  por um amor maior

Olha ao redor...
Encontra-se só, mas não tem saudade
não tem necessidade...
A ausência de movimento, de som
evidencia ainda mais o pulsar de um coração
...coração bate, alguém vive...
(Apesar do silêncio!)
Não seja desilusão, também não o é esperança...
é senão a PLENA consciência de viver,
estar vivo e sentir o coração bater (... apesar do silêncio!)...
Apesar de, há vida:
essa luz ínfima que não sabe que aguarda alguém
(ou ainda guarda, não sei...) que lhe faça resplandecer de novo.

Supra-arte esse momento de reclusão,
purgatório de emoções, purificação de sentimentos.
Por um amor maior que ainda será, mas que por hora paira no silêncio.

Gestação no coração

Gestação no coração

Ao te visualizar
meu coração concebeu
tão puro sentimento germinou

posso chamar-me grávida
num outro órgão  que pulsa
sonha, crê e emociona

A que é gerado
darei o nome ESPERANÇA
e que nunca nascerá,
por isso se espera
com sonho, anseio
de quem guarda em si uma vida.

E se conhecer-te um dia
não mais sonharei
e esperança não será mais
que uma palavra vazia.

Então guardar-te-ei em meu coração
até o momento daquela viagem
que todos faremos um dia.


Gestação no coração

Gestação no coração

Ao te visualizar
meu coração concebeu
tão puro sentimento germinou

posso chamar-me grávida
num outro órgão  que pulsa
sonha, crê e emociona

A que é gerado
darei o nome ESPERANÇA
e que nunca nascerá,
por isso se espera
com sonho, anseio
de quem guarda em si uma vida.

E se conhecer-te um dia
não mais sonharei
e esperança não será mais
que uma palavra vazia.

Então guardar-te-ei em meu coração
até o momento daquela viagem
que todos faremos um dia.


Dialética

Dialética   

“ ...a obra de Manuel Antonio de Macedo apresenta certa discrepância...”
‘discrepância’, professor
é essa improbabilidade
que é a antítese da tua imagem:
conhecimento revelado pela forma
perfeita.
Não, eu não entendo!
Não é do plano real
Como que podem unir-se
sabedoria acadêmica
com o belo divinal?
É possível ser recíproco
o saber professado por imagem
tão grega, escultural?
Contemplo-te, respeitosamente
Já não acompanho a leitura
A aluna que por ti, deleitosamente
Descompõe-se, perde a compostura.

Professor, a tua beleza desconcentra

(20 de Outubro de 2007, especialização de literatura)

Desencontro

Desencontro

Meus olhos secaram.
Lágrimas são reminiscências.
Cética, fria
amor desconhecido
falta de poesia.
Não! Não existe amor a dois,
Apenas amo-te e amas-me
Cada um na sua frase
Cada um na sua oração
Cada um no seu contexto
Texto, história:
prosa impar
Individual!
Amo-te e amas-me
E pára, não vai além
Na nossa história
Estamos separados
O autor quis assim
Eu no capítulo Amo-te
Você no capítulo Amas-me
que não se encontram
Ah... mas está inacabada
Coloquem em nossos túmulos:
to be continued’...
Às vezes um grande amor
não cabe no espaço de uma vida...