sábado, 28 de abril de 2012

Dependência virtual

Dependência virtual

Quando abre o e-mail
palavras, música, imagens,
conduzem à comoção de amizade.

É fácil envolver, ser humano,
trazer para si calor ou ânimo.

O vício que faz sentir abalar,
distrair,compartilhar.
A frente do monitor é solidário,
mas nunca solitário.
é sensível, flexível,
se deixa levar.

E a alma se supre.
Facebook, MSN: quer-se.

E o espírito se enche, distrai-se do mundo...
o nível de sentimento sobe, sobe...
...e transborda.

Transborda. Pronto. Atinge...

Agora, cama! Que amanhã o mundo pede que se acorde cedo:
REALIDADE!

Bébe – mamãe

Bébe – mamãe

Eu sou teu anjinho que veio do céu
meu nome conheces, eu sou Gabriel.
Meu sono tu velas com tanto carinho
que eu falo baixinho ao teu coração.
Eu sou teu anjinho e preencho quietinho
a vida repleta de indagação.
Eu sei que tu sentes vazio de ser,
por mais coisas belas deserto sem água
a vida, às vezes, me parece ser.
Mas saiba, eu sou teu anjinho, jorro carinho
e até no dormir a paz almejada eu posso ceder.
Se o deserto em que vives consome teu ser,
entenda mamãe: eu sou teu anjinho
comigo há água que podes beber.

(para meu filho Gabriel, que cuida de mim)

Carol Bueno

Andarilha

Andarilha

Suspiros ofegantes, ideias delirantes
músculos latejantes, desejos sufocantes! 
Faça-me amante, seja eu errante,
vadia ambulante, na busca incessante,
ainda elegante, embora exaltante,
pelo...
          galante...
                            que  não me soube a
                                                             m
                                                                a
                                                                   r.

Carol Bueno

Amor tão longe, amor tão perto

Amor tão longe, amor tão perto

Esses versos existem porque minha caneta resolveu pegar...
assim como a vontade de dividir-me... (a vontade nasceu aleatoriamente...)

O que me fez olhar para você eu não sei responder...
talvez uns minutos se consolidavam num plano supra-real, enquanto era para ser;
assim foi (sem que eu desse por mim)
A voz, timidez, olhar, toque...
 marcaram uns minutos que deveriam ser, como tudo até então, fugaz. Mas não foi.
E no tempo e no espaço, esses minutos se passaram sem medida e, assim, se tornaram um eterno momento, diga-se inesquecível.
Acima de tudo o que trará ou levará o amanhã: por um momento na minha existência eu posso dizer que eu fui você em mim.
Ainda com a dura possibilidade de ser efêmero esse neo-amor, acima de tudo:
você é especial para mim. Guardo você num cantinho especial do coração e, saiba, lá nesse cantinho você está morando sozinho. E esse cantinho é grande.
Agora. Agora?!
Tão perto e tão longe.
Será amor? Insistente em existir, apesar de...?
Tão longe e tão perto.
Tão perto e tão longe.

Sem poder tocá-lo, a minha caneta fala
desse amor impossível, porém amor.
Amor tão longe e tão perto
tão perto e tão longe, porém amor
                                                         ... porém amor.

Amor: vida-morte

Amor: vida-morte

Por que havia de ser diferente?
Só porque a plenitude envolveu o Beijo,
 o Toque, o Olhar
que trocamos em amor sob o brilho lunar?
E o corpo no corpo prazer devolveu?
Não! Só dessa vez podia ser diferente...
Mas saudade é inexorável conseqüência
para quem um dia experimentou
a delícia expressa na palavra AMOR.
A história de Amor só é verdadeira
se a Solidão for o ponto final.

Aceita o sol

Aceita o sol

Eu sou poeta
mas aprendi a amar
a sorrir,
... a cantar,
... a conseguir,
... a sonhar

Em meio à guerra exterior
serenidade minha pena traz
torna-me o mais pleno ser
que tem em sua boca
um grito pela paz

Eu sou poeta
mas aprendi a amar
ser sensível ao que se vê,
não se deixar envolver
pela presente dificuldade
mas concebê-la como um desafio

Ah... mas que bom que há disputa
E que ela seja intensa!
Que para deleitar na vitória
lutar é necessário, o desgaste recompensa
Ah... olha pra mim!
Vem comigo para onde eu for...
Já não sentes o calor?!
Vem!
que eu sou poeta
...
     ... mas aprendi a amar    

a ousadia

a ousadia

Meu amor, é bom estar aqui!
Olhar até poder te ver,
Ir contigo...  te conceber!

Anjo que me faz ir ao céu
atingir as nuvens,
Dono de  mim, senhor do meu templo
servir-te-ei no meu amor...

 Real?

 Será, talvez, se não ficar na inércia platônica...
 Idealizar é covardia!